Na Residência AL, localizada em Erechim/RS, a Arquitetura Solar foi aplicada com o objetivo de atender integralmente a demanda energética da edificação e ainda prever uma margem adicional de geração para uma futura instalação de elevador. Trata-se de uma residência de três pavimentos, em que a proposta fotovoltaica precisou considerar, desde o início, não apenas o potencial de geração, mas também as condicionantes arquitetônicas e do entorno.

Projeto Residencial Erechim com Consultoria BIPV: Arquitetando Energia Solar.
O principal desafio deste projeto foi identificar, entre as superfícies disponíveis da edificação, quais áreas apresentavam maior viabilidade para a integração fotovoltaica. Duas possibilidades se destacaram: a cobertura da residência e a criação de uma cobertura solar sobre a rampa de acesso de veículos à garagem.
A meta estabelecida para o sistema era suprir o consumo médio atual da residência, de 1.078 kWh por mês, e ainda gerar pelo menos 30% de excedente, considerando a demanda futura de um elevador previsto para o imóvel. Para isso, era fundamental avaliar com precisão não apenas a área disponível, mas também a influência do entorno sobre o desempenho energético de cada solução.
Após as análises de potencial solar, sombreamento e viabilidade de integração, a solução final definida para a Residência AL resultou em um sistema com 11,8 kWp de potência instalada, capaz de gerar um excedente energético de aproximadamente 31% em relação à demanda atual da edificação.
Na cobertura da residência, foram especificados 5,4 kWp em módulos fotovoltaicos monofaciais de silício cristalino. Já na cobertura solar sobre a rampa de acesso de veículos, foram adotados 6,3 kWp em módulos fotovoltaicos bifaciais de silício cristalino, aproveitando o potencial dessa estrutura também como elemento arquitetônico funcional.
Além do desempenho energético, a definição da solução também considerou o resultado estético do conjunto. A linguagem escolhida privilegiou estruturas de linhas retas, reforçando uma composição visual mais limpa, elegante e coerente com a arquitetura da residência.
Mais do que atender à demanda energética da edificação, o projeto demonstrou como diferentes superfícies da arquitetura podem atuar de forma complementar na geração de energia, ampliando o aproveitamento solar do imóvel com coerência técnica e formal.
Este projeto foi objeto de estudo em um artigo científico publicado na Revista Solar Compass 6 (2023) 100046 e pode ser acessado clicando AQUI.
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No projeto Sungarden, em Florianópolis/SC, o sistema fotovoltaico foi concebido como parte integrante da arquitetura desde a concepção inicial, pelo Arquiteto Thiago Dorini, posicionando o empreendimento da Antoniolli Engenharia como uma referência pioneira em BIPV residencial e comercial no Brasil.
O desejo da Antoniolli Engenharia era claro: explorar a integração fotovoltaica desde o início do projeto arquitetônico, utilizando diferentes características e funcionalidades da tecnologia solar de forma estratégica, funcional e coerente com o conceito do empreendimento.
Consultoria de Arquitetura Solar
O principal desafio esteve em equilibrar essa ambição tecnológica com a linguagem arquitetônica desejada. O projeto deveria manter um aspecto moderno e acolhedor, característico de um edifício residencial, ao mesmo tempo em que incorporava elementos naturais da região, como pedra e madeira, evitando uma estética excessivamente tecnológica. Somava-se a isso a necessidade de utilizar a tecnologia fotovoltaica de forma funcional, agregando economia ao projeto e considerando a perspectiva de crescimento vertical nos terrenos vizinhos, que poderia impactar a disponibilidade solar ao longo do tempo.
Diante desse cenário, foram realizados estudos detalhados de insolação, sombreamento e simulações energéticas, que orientaram a definição das superfícies mais adequadas para geração e a escolha das tecnologias fotovoltaicas, sempre buscando a otimização do desempenho energético sem comprometer a experiência arquitetônica.
A solução adotada combinou estratégias complementares de integração. Brises fotovoltaicos foram instalados na fachada noroeste, atuando simultaneamente como elemento de controle solar e superfície geradora. No terraço, foi projetado um pergolado com módulos fotovoltaicos semitransparentes, qualificando o espaço de uso e garantindo iluminação natural. Além disso, a laje foi aproveitada ao máximo como superfície geradora, contribuindo para a otimização da produção de energia.
Com essa abordagem, o sistema atingiu uma potência instalada total de 50 kWp, com geração média estimada de 4.198 kWh/mês, o que representa cerca de 50.380 kWh por ano.
O projeto BIPV do Sungarden contou com a parceria da Garantia Solar BIPV no desenvolvimento de soluções estéticas, funcionais e eficientes, alinhadas às demandas específicas da obra, conforme as análises e o projeto desenvolvidos pela Arquitetando Energia Solar.
O resultado demonstra que, quando a integração da energia solar é planejada desde a concepção do projeto, é possível alcançar edificações que harmonizam estética, funcionalidade e eficiência energética.
O Sungarden exemplifica como a Arquitetura Solar pode elevar o design original, transformar a tecnologia em parte ativa da arquitetura e impulsionar a inovação no mercado imobiliário, gerando benefícios duradouros para moradores, incorporadores e para o meio ambiente.
Artigo
Este projeto foi objeto de estudo em um artigo científico publicado na Revista Pv Magazine e pode ser acessado clicando AQUI.